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Enfermeira relata a chegada das vítimas da chacina das Cajazeiras ao IJF

A segurança na entrada do IJF foi reforçada. Familiares das vítimas chegaram, mas não quiseram falar com a imprensa ( Foto: Renato Bezerra )
Ipu Post

De acordo com a profissional, que estava de plantão, a vítima que mais comoveu os profissionais foi uma criança de 12 anos que foi baleada e viu o pai levando um tiro na cabeça

Uma enfermeira que estava de plantão na noite de sexta-feira (26) fez um relato da chegada de vítimas ao Instituto Dr. José Frota (IJF). A mulher, que preferiu não se identificar, conta que as vítimas chegaram com estado grave. Mas, que até o momento, não tinha ocorrido nenhum óbito lá.

“O plantão no IFJ foi meio conturbado. A gente começou a ver pessoas chegando baleadas. Eram moças muito nervosas, chorando muito, pedindo que ligassem para famílias. Outras em choque, sem entender o que aconteceu. A gente começou, as equipes, a se desdobrar na atenção a essas pessoas.

Muitas sangrando, pessoas com fraturas. Mas o tempo todo chegando ambulâncias do Samu, pessoas por meios próprios e até viaturas querendo entender o que estava acontecendo. Muitos acompanhantes em cima tentando entender.

A gente mal teve horário de descanso porque acabou se desdobrando não só pela quantidade. O que a gente soube foram 10 pessoas. Mas pela gravidade porque eram muitos tiros, muita comoção. Depois chegou essa criança, que foi a que mais nos comoveu.

Uma criança de 12 anos que estava lá fora, segundo ele. A criança nos relatou que estava lá fora e o pessoal chegou e começou a  tirar e ele viu o pai dele levando tiro na cabeça. Essa criança levou um tiro na coxa. Está em observação. Foi uma correria só. Muitas notícias desencontradas”.

De acordo com a assessoria de imprensa do IJF, chegaram seis pessoas ao hospital. 

 

Fonte: DN

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