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Descarte de milhões de máscaras na pandemia pode virar problema ambiental

Em tempos de Covid-19 e profusão de “fake news”, você já deve ter ouvido alguma teoria da conspiração sobre máscaras. A mais disseminada — e patética delas — diz que o uso constante do aparato de segurança causa falta de oxigenação no cérebro e blá blá blá. Tem quem acredite, infelizmente, mesmo com o fato incontestável de que muitos profissionais, como os cirurgiões, já utilizavam o equipamento de proteção por horas a fio muito antes da pandemia torná-la uma necessidade popular.
 
Mas há, sim, um efeito colateral dessa situação que fez com que, de uma hora para outra, toda a população esteja — ou pelo menos deveria estar — utilizando proteção facial no dia a dia. Estamos falando do lixo. Máscaras de tecido podem e devem ser reutilizadas, mas invariavelmente elas terão um fim. Se descartadas de qualquer jeito, o impacto ambiental acaba sendo mais um dano da maldita Covid-19.
 
“Este talvez seja o ponto mais importante e preocupante: o descarte de máscaras em tempos de pandemia nem sempre é correto. Com um descarte impróprio podemos estar gerando um problema muito grave para o meio ambiente”, comenta Antunes.
 
E esse material pode não ser nada biodegradável. “Se forem máscaras confeccionadas de tecidos compostos por fibras sintéticas, como o poliéster, o tecido pode levar até 400 anos para se decompor”, afirmam. “Já os tecidos compostos por fibras naturais, como o algodão, levam no máximo um ano.”
 
Fonte: UOL via AVSQ

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