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Sorteio de rifa de sexo com duas mulheres custando vinte reais, vira caso de polícia

A cidade de Janaúba, na região Norte de Minas Gerais, voltou ao centro das atenções no estado após uma rifa de cunho sexual ser divulgada nas redes sociais. Sob o preço de R$ 20, o bilhete prometia programa sexual com “duas acompanhantes dos sonhos”, com motel incluído.
Após virar o assunto mais comentado na cidade e um “sucesso de vendas”, a polícia interviu e instaurou inquérito para investigar a “rifa dos sonhos”. O sorteio estava marcado para o dia 14 de outubro com base no resultado da Loteria Federal. Duas pessoas já foram ouvidas pela polícia, que continua a investigar o caso.
Segundo a delegada à frente das investigações, Gessiane Soares Cangussu, a prostituição por si só não é crime. Contudo, o caso indica possível favorecimento à prostituição, contida criminalizada na legislação brasileira, tipificada no artigo 230 do Código Penal. A conduta se trata de tirar proveito da prostituição alheia. A pena para o crime é de um a quatro anos de prisão mais multa.
“Precisamos entender que ninguém rifa pessoas. Pessoas não são mercadorias para serem rifadas”, afirma Gessiane Cangussu. “Além disso, a questão é que estavam rifando uma atividade sexual contra os bons costumes e a moral pública”, acrescentou.
Entre as pessoas ouvidas pela polícia está uma mulher que seria uma blogueira em Janaúba. Ela fez a divulgação da “rifa dos sonhos” por meio de um vídeo na conta dela, no Instagram. Conforme Gessiane Cangussu, a mulher negou envolvimento na realização do “sorteio”, alegando que apenas recebeu o pagamento pela divulgação da rifa: primeiro, R$ 300,00, e depois, mais R$ 200,00, “tendo em vista que a vendagem foi muito boa”.
Com as informações da blogueira em mãos, a polícia chegou a um homem que seria o contratante dos serviços de divulgação da rifa. Ele negou que seja o autor do sorteio, indicando que seria outro homem, mas que não sabia identificá-lo. O suspeito também disse que o sorteio do programa sexual foi idealizado com objetivo de “levantar renda para pessoas carentes da região”, mas sem fornecer maiores informações a respeito da questão.
 
Fonte: Estado de Minas via JM Online

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