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F-1 quer substituir GPs por provas virtuais; 2ª prova é amanhã

Corrida será a da Austrália e contará com a participação de cinco pilotos
Quando a Fórmula 1 anunciou que substituiria o GP do Bahrein, que teve de ser adiado devido ao novo coronavírus, por uma prova disputada online usando o jogo oficial da categoria, os fãs se animaram.

Afinal, seria uma forma de passar o tempo e se divertir vendo os pilotos disputando uma corrida com carros iguais e em um jogo que qualquer um pode ter em casa. Mas a realidade ficou bem aquém da expectativa: a corrida virtual teve problemas técnicos, e a baixíssima adesão dos pilotos do atual grid acabou gerando muitas críticas.

Mas a segunda experiência, marcada amanhã, domingo, já promete ser bem mais agradável para todos. Inclusive para os pilotos, que aderiram em maior quantidade. Agora, são cinco confirmados. Entre eles, o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. Quem também participará é o ex-piloto Johnny Herbert.

O GP deste fim de semana será o da Austrália, no tradicional Circuito de Albert Park, e será disputada toda de forma remota, com cada piloto em sua casa. Esta data seria originalmente programada para a corrida inaugural do Circuito de Rua de Hanói, no Vietnã. Mas o GP não está incluído na última versão do jogo da F-1.

A corrida estará disponível nos canais oficiais da Fórmula 1 no YouTube, Twitch e Facebook assim que for concluída.

Pilotos resistem

Não é esperada a participação de todos os pilotos nestas provas, até porque especialmente os mais velhos costumam declarar que não são grandes apreciadores de jogos e simuladores.

Mas o mesmo não pode ser dito dos mais jovens, como Alex Albon e George Russell. Mas quem está fazendo falta no grid é Max Verstappen, que não costuma perder uma “pelada” virtual.

O holandês explicou, contudo, que não está familiarizado com o jogo oficial da Fórmula 1. “Levaria dias para eu entender o jogo. E estou ocupado com vários outros campeonatos online. Não funciona para mim ficar mudando de plataforma. Quero correr para ganhar e não para ficar andando no meio do pelotão”.

Audiência comemorada

O modelo de disputa também pode ter desanimado alguns pilotos: os carros são todos iguais, com configurações de acerto limitadas, e os acidentes não tiram os pilotos da prova. É mais uma brincadeira do que uma corrida para valer.

Mesmo assim, a F-1 comemorou os números de engajamento e os 643 mil internautas que viram a prova no You Tube, ainda que os números tenham sido bem inferiores em comparação com os mais de 1,4 milhão de acessos que o replay do GP do Brasil de 2016 teve no dia anterior, também em transmissão no You Tube oficial da categoria.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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